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7 de outubro de 2011
Algodão brasileiro gera emprego e renda no Sudão

Além da fibra, soja, milho e feijão também estão sendo cultivados no país africano

Redação *

O cultivo de algodão brasileiro no Sudão vem transformando a realidade do país africano. Levada pela Pinesso Agropastoril, a fibra encontrou solo fértil e espaço para ser plantada. Além do algodão, soja, milho e feijão também estão sendo cultivados no país, ajudando a mudar a realidade local por meio da geração de empregos, renda e diminuição da fome.

Só em 2011, foram 20 mil hectares de algodão plantados pela Pinesso na cidade de Agadi, no estado do Nilo Azul, com a expectativa de colher 4 mil kg/hectare. “No Sudão, temos um solo muito fértil, rico em potássio e fósforo. Nessas condições, nossa expectativa é de, em breve, termos uma produtividade tal qual a brasileira”, diz Gilson Pinesso, presidente da empresa.

Arquivo Pessoal Gilson Pinesso

Lavoura de algodão brasileiro em terras sudanesas

O Sudão é o maior país africano, localizado no norte do continente, fazendo fronteira com o Egito e a Etiópia. A Pinesso Agropastoril chegou até lá por convite do governo local. “Fomos muito bem recebidos e esperamos crescer ainda mais com a produção no país”, afirma Gilson Pinesso.

Segundo ele, o baixo custo na produção é um bom atrativo para a os empresários do ramo agrícola. “Gastamos aqui cerca de US$ 1000 por hectare”, afirma. Em Mato Grosso, maior Estado produtor do Brasil, a média de custo é de US$ 2,589.

Combate à fome

A despeito da boa produção de algodão e soja, é o feijão quem mais tem dado alegrias a Pinesso. A produção deste ano, estimada em 240 toneladas dos 100 hectares plantados será toda doada à comunidade local. Além de alimento, a ideia é multiplicar as sementes em sistema de irrigação por pivô central e ampliar a plantação do grão para a subsistência dos sudaneses.

Arquivo Pessoal Gilson Pinesso

Trabalhadora sudanesa durante a colheita do algodão

“É uma pequena ação que simboliza uma enorme ajuda para o país. A estimativa é de que cerca de quatro milhões de pessoas passem fome no Sudão e outras tantas morrem de fome na Etiópia. Podemos ajudar a população local a se manter com esse alimento”, diz Gilson Pinesso.

Segundo ele, a plantação de feijão é barata, rápida e o alimento é nutritivo. “Em cerca de 75 dias, temos o feijão pronto para colher. O custo é baixíssimo. Gastamos apenas com a semente, o óleo diesel e uma aplicação de herbicida”, conta Pinesso.

* Com informações da Abrapa

5 comments on “Algodão brasileiro gera emprego e renda no Sudão

  1. João Paulo Pegoraro on said:

    Realmente, o nosso mundo está precisando muito, mas muito mesmo, de gente empreendedora como o GILSON PINESSO, que além de levar tecnologia, gerar renda e desenvolvimento à uma região tão miserável, se preocupa em produzir alimento barato e rápido para aquele povo tão sofrido não passe fome.
    Realmente o Brasil precisa muito pouco de gente como JOSÉ SARNEY, JOSÉ DIRCEU, RENAN CALHEIROS FERNANDO COLLOR, e muito outros PULHAS, que só pensam em poder e dinheiro fácil, não interessa se for desvio de verba, trafico de influência e tudo quanto for tipo de falcatrua.

  2. ADENAUER DA CUNHA ALVES on said:

    É de pessoas como esta que o mundo moderno precisa, que ao invés de olhar apenas para o bolso, enxergar no ser humano o bem mais precioso que devemos devender, proteger, mostrar e ajudar a sobreviver, dando lhes condições de vida com alimentos ao alcance de todos.

  3. João Cunha on said:

    100 ha em 20.000 = 0,5%

    É um começo, mas Certamente que o Pinesso poderia ser muito mais generoso com o país, até porque recebeu a terra de graça do governo.

    Em comparação Bill Gates doou 50% de seu patrimônio.

    • João Paulo Pegoraro on said:

      Com certeza sim, é um começo, e como todo bom começo que dá certo, se começa aos poucos e se vai aumentando gradualmente com o passar dos tempos.
      Comparar Gilson Pinesso, que é um produtor rural que está tentando, juntamente com o governo do Sudão à implantar uma agricultura viável e sustentavel num pais miserável,carente de todo tipo de ordem de tudo, com o Bill Gattes, que é ou deve ser o homem mais rico do mundo, por ter sido o pioneiro em desenvolver um softwear que deu certo, e está sentado atrás de uma bela mesa de escritório no cento de New York, só vendo o povo comprar o seu WINDOWS, e sua conta corrente engordar sem parar, realmente é uma incensatez monstruosa. Caro João Cunha, REVEJA OS SEUS CONCEITOS!!!!!

  4. José Maria on said:

    Parabens Gilson Pinesso assim todos os poderosos seguissem o seu exemplo.

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