16 de dezembro de 2015
Conhece a composteira que decompõe matéria orgânica em 24 horas?

Produto está exposto na CasaE, iniciativa da BASF

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Reunir o lixo orgânico da cozinha e poder utilizá-lo, logo no dia seguinte, como adubo para o jardim, vasos ou horta já é um recurso possível. A composteira doméstica Decomposer GG-02 está sendo utilizada na CasaE, Casa Ecoeficiente da BASF. É um equipamento automático, discreto, que pode compostar até 5 quilos de resíduos orgânicos por dia, em até 24 horas, de forma limpa e segura, gerando um composto rico em nutrientes. Se feito numa composteira tradicional, com minhocário, esse processo pode durar meses. O aparelho reduz em 80% o volume e o peso dos resíduos pelo processo de compostagem.

“Usar a inovação tecnológica como aliada da sustentabilidade está entre as propostas da CasaE e a composteira tem contribuído para a operação ecoeficiente do projeto”, afirma João Flavigna, engenheiro responsável pela CasaE da BASF. O equipamento utiliza uma serragem inicial sem adição de produtos químicos ou nocivos e elimina a emissão de odores. Além disso, possui ciclo contínuo, ou seja, a qualquer momento, basta abrir a tampa, despejar os restos de alimentos e fechá-la, sem a necessidade de esperar os resíduos já depositados serem compostados. A máquina é muito simples e possui somente três funções: agitação, calor e fluxo de ar.

A compostagem é um processo biológico aeróbio e natural que promove a decomposição dos resíduos orgânicos pela ação de microorganismos, transformando-os em um composto de qualidade para ser utilizado como fertilizante ou condicionador de solos.

Além da rapidez no processo, a composteira automática traz outros benefícios: não aquece o ambiente, é de fácil transporte e não gera passivos ambientais, como a contaminação da água e emissão de gás metano. “Está em sintonia com toda concepção da CasaE, que é fundamentada em materiais e processos que apresentem ganho ambiental em relação à emissão de gases de efeito estufa, eficiência energética e inovação“, considera Luiz Pistilli, diretor financeiro da Trasix.

Na Decomposer GG-02 é possível fazer a compostagem de qualquer alimento, inclusive de origem animal, como carnes e seus derivados. Esses produtos são ricos em gordura e tendem a liberar forte cheiro de putrefação durante a decomposição da forma tradicional, atraindo insetos e roedores. A temperatura que a composteira automática atinge assegura a esterilização desses microrganismos patogênicos. Além desses mantimentos, é possível compostar restos de origem vegetal ou animal, cozidos ou crus, incluindo alimentos líquidos como sopa. Não se deve compostar óleos e gorduras de cozinha e produtos que não podem ser digeridos, mesmo que sejam biodegradáveis, como medicamentos, madeira (palitos de dentes e fósforos), papel, panos ou cigarros.

O composto pode ser armazenado em sacos de plástico ou de nylon, em um local seco e fresco, longe da luz solar direta, por até 03 anos.

Por que compostar o lixo orgânico? No Brasil, cada indivíduo gera, em média, 1 kg de resíduos por dia, sendo cerca de 0,5 kg de resíduo orgânico. Estima-se que no País sejam geradas cerca de 101 mil toneladas por dia, somente de resíduos orgânicos. A adesão maciça à compostagem orgânica traria inúmeros benefícios, como a redução importante dos materiais enviados para aterros sanitários e lixões, que hoje ocupam áreas enormes; redução no esforço para coleta de lixo urbano, que envolve altos custos; e menor proliferação de pragas nocivas à saúde. “Ao tratar o resíduo orgânico ’in loco’ temos uma redução na emissão de gases do efeito estufa, pois não há o transporte desses resíduos até o aterro”, afirma Felipe Craide. Além disso, com a compostagem também não há geração de gás metano, como normalmente ocorreria se este resíduo fosse encaminhado para um aterro. “O metano é 21 vezes pior para o aquecimento global do que o CO2”, ressalta Craide.

No Brasil, cerca de 58% dos resíduos sólidos urbanos seguem para aterros sanitários. Quase 1/3 dessa massa segue para lixões, onde o chorume produzido não é tratado e acaba por contaminar o lençol freático. “Em média, 50% do lixo produzido no Brasil é de orgânicos, sendo a outra metade composta por recicláveis diversos, como plásticos, metais e vidros, entre outros. Portanto, se tratarmos o resíduo orgânico na origem, a grande e mais problemática parte do lixo urbano é resolvida”, considera Craide.

Fonte: AI

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