3 de dezembro de 2015
Do produtor ao mercado: Sistema garante transparência de produtos

Ferramenta rastreia toda a cadeia produtiva

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Cada vez mais, o consumidor se preocupa com fatores, além do preço, na hora de escolher os alimentos que compra no supermercado. A transparência na origem e no bem-estar do animal e o respeito às leis ambientais e trabalhistas têm sido exigências cada vez mais constantes. Na Europa, por exemplo, a sustentabilidade passou a ser o foco do marketing de alimentos do setor varejista. O Brasil está no mesmo caminho. A partir de dezembro deste ano, entrará em vigor uma normativa que exige transparência de toda a cadeia produtiva – do produtor ao mercado que vende para o consumidor final.

A empresa mineira Safe Trace desenvolveu um sistema de rastreamento que se adapta a mais de 150 produtos, como carnes, pescados e café. A tecnologia rastreia toda a cadeia produtiva. “No caso das carnes bovinas, nós fazemos o acompanhamento do produto desde a identificação do boi na fazenda com um chip ou brinco. Armazenamos o histórico genético, sanitário e de manejo, sempre atualizado por um software”, diz o fundador da Safe Trace, o engenheiro Vasco Varanda Picchi.

Após o abate do animal, os dados armazenados podem ser consultados. A embalagem da carne recebe um selo com um QR Code. “Ao posicionar um smartphone com acesso à internet em cima do código, o consumidor vê todo o processo pelo qual a carne passou”, afirma Picchi. No caso da pecuária, também podem ser colhidas amostras de material genético de cada animal. “Isso dá credibilidade às informações e permite o recall de lotes de cortes de carne, quando necessário”, diz Picchi.

O impacto do custo da tecnologia no bolso do consumidor final é baixo. “Esse valor é de, no máximo, 5 centavos, que muitas vezes nem são repassados pelo produtor aos clientes”, diz Picchi. A Safe Trace também desenvolveu mecanismos para garantir que os produtores rurais não desmatem áreas protegidas. “Nós temos parcerias com empresas de geoprocessamento, que indicam aos nossos clientes novos focos de desmatamento ou uso indevido de terras indígenas. Esses dados nos permitem impedir que esses produtos sejam vendidos aos varejistas”, afirma Picchi.

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