1 de novembro de 2011
Informação assegura uso correto dos agroquímicos

Manejo eficiente protege meio ambiente e produtor, garantindo alimento saudável e seguro

Juliana Ribeiro

Diariamente em todo o País, pulverizadores manuais ou mecanizados passam pelas lavouras para fazer a aplicação de agroquímicos nas plantas. Os produtos são responsáveis pela erradicação de pragas e doenças, garantindo a saúde de plantações de soja, milho, arroz, trigo e muitos outros produtos, responsáveis por alimentar milhões de pessoas.

O que poucas pessoas sabem é que antes de chegarem às mãos do produtor rural, os remédios para as plantas são pesquisados e testados durante anos pelas fabricantes. É o caso da Ihara, em Sorocaba (SP). Ali estão instalados laboratórios para pesquisa de herbicidas, fungicidas e inseticidas.

Na parte externa estão 35 hectares de cultivares diversos, incluindo hortaliças, frutas e grãos. “Nessas plantações fazemos os testes de eficácia e de segurança dos nossos produtos”, conta Danilo Tubaldini, coordenador da estação experimental da empresa. Em outra área, estufas guardam mudas de diferentes plantas, incluindo ervas daninhas.

Divulgação

Empresas desenvolvem programas de treinamento e orientação de produtores para o uso correto de agroquímicos

Os pesquisadores criam o ambiente propício para o desenvolvimento de doenças, em condições restritas e com o máximo de segurança. “Temos que saber em que condições as doenças se manifestam e desenvolvem, para que nossos produtos as combatam de forma eficaz”, explica Tubaldini. (Assista o vídeo no final da matéria).

Além da eficácia, as empresas do setor se preocupam cada vez mais com a segurança e o impacto ambiental de seus produtos. Por isso, muitas delas já possuem programas de treinamento e orientação de produtores, como é o caso da Dow Agrosciences. Desde o ano passado, a companhia investe no “Programa de Aplicação Responsável” nos Estados de Mato Grosso e Rondônia, em parceria com especialistas da Unesp e instituições ligadas ao agro, como a Aprosoja.

Um grupo de especialistas visita periodicamente os produtores rurais interessados em participar. Eles recebem orientações sobre o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), o descarte correto de embalagens, a redução de impacto ambiental, a análise do clima e o controle das dosagens adequadas para aplicação.

“Fazemos um teste com eles antes e depois do curso, para ver o quanto absorveram das informações. Também voltamos às propriedades para acompanhamento”, diz Valeska de Laquila, coordenadora técnica de sustentabilidade da Dow.

Já a Monsanto investe há seis meses no “Sistema Roundup Ready Plus”. O programa tem o intuito de garantir a eficácia do Roundup Ready, produto desenvolvido pela companhia para o combate de ervas daninhas, por meio de seu uso correto.

A iniciativa leva informação aos produtores sobre cuidados no manejo, boas práticas de produção, mostra a importância da prevenção na lavoura e alerta para a segurança. “Percebemos que mesmo com bons produtos e tecnologia, o manejo ainda era negligenciado, por isso criamos o sistema”, explica Júlio Negreli, gerente de Estratégia da Monsanto e líder da iniciativa de soluções de manejo da empresa no Brasil.

Desde o início, o programa já atendeu mais de 30 mil produtores em todo o País e ofereceu treinamento para mais de cinco mil técnicos que visitam as propriedades. Ele explica que programas como este são fundamentais para a cadeia produtiva, porque seus benefícios se estendem do produtor até o consumidor final, nas cidades. “O uso correto desses produtos garante alimentos saudáveis, livres de doenças e que conservam seus nutrientes”, afirma Negreli.

Na Syngenta, as pesquisas estão voltadas também para a redução dos impactos ambientais e necessidade cada vez menor de produtos. “Desenvolvemos produtos que sejam eficazes, ambientalmente corretos e que não prejudiquem a saúde humana”, diz Luiz Diminnouti, gerente de segurança de produção da empresa. A Syngenta investe na parceria com instituições para a realização de palestras em cursos técnicos e de graduação, explicando sobre o uso correto e a importância dos agroquímicos.

Descarte de embalagens

Desde 2005, o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV), criado pelas empresas do setor de agroquímicos, leva orientação e incentivo ao descarte ambientalmente correto de embalagens vazias desses produtos.

A iniciativa conjunta do setor, por meio de campanhas educativas, fez com que o Brasil se tornasse referência mundial na chamada logística reversa de embalagens, recolhendo 90% do total. Desde 2002, 195.938 toneladas dessas embalagens já foram retiradas do campo e reutilizadas para a fabricação de novas embalagens de agroquímicos.

2 comentários para Informação assegura uso correto dos agroquímicos

  1. Ótima reportagem. Mostra que o produtor brasileiro está muito mais conciente com os cuidados na aplicação dos produtos químicos e cuidando e valorizando muito mais o meio ambiente.

  2. rennan disse:

    Varios termos usados de forma errada, como por exemplo estufa, nesse contesto o correto e casa de vegtação.

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